As férias de julho chegaram, e para muitas famílias, é a oportunidade de fazer uma viagem com os filhos. Mas para que tudo corra bem, sem imprevistos e sem estresse, alguns cuidados são necessários. Em primeiro lugar, é importante consultar com um pediatra antes de viajar, para assegurar que a criança é saudável.
A SEGUIR OFERECEMOS ALGUMAS DICAS:
- Ante de comprar o bilhete, Primeiro de tudo, certifique-se de que você tem a documentação correta para embarcar com seu filho: carteira de identidade ou certidão de nascimento do bebê para vôos nacionais e passaporte para viagens internacionais. Opte pelos vôos noturnos e os assentos da primeira fileira, já que o espaço é prioritário para crianças em berços e desacompanhadas, além de outros casos como passageiros acompanhados de cão-guia, e oferece maior conforto para colocar, por exemplo, uma cadeirinha de bebê (que seja certificada para uso aeronáutico).
- Prefira vôos diretos, sem escalas. Você pode se arrepender da economia que fez ao optar por um vôo com escalas quando estiver com crianças que se cansarão mais facilmente, além de ficarem frustradas com a demora excessiva.
- Se você tem bebê, procure vôos que interfiram o menos possível com a rotina do bebé. Os noturnos são melhores para as jornadas mais longas uma boa estratégia é escolher vôos noturnos, para que a criança adormeça com maior facilidade.
- Quando você está viajando com crianças é importante que você chegue o mais cedo possível. Isso lhe dá tempo suficiente para fazer check-in despachar sua bagagem, ida ao banheiro e etc. Crianças podem se assustar com o controle de segurança também e isso exige tempo.
- “Se vai com crianças menores (até 5 anos), uma estratégia é ir durante a noite, período em que eles estão acostumados a dormir”, sugere a pediatra Raquel Quiles. Para os mais grandinhos, vale explicar tudo sobre a viagem, ilustrando os momentos de diversão que eles terão no destino. Usar a psicologia funciona muito.
- Ao fazer a reserva da passagem, diga que viajará com uma criança, e pergunte se a companhia oferece refeições infantis no caso de seu filho já comer alimentos sólidos.
- Para tornar a viagem mais divertida, aconselha-se preparar as crianças com antecedência, além de levar brinquedos a bordo para distraí-las.
- Não confie na alimentação disponível no avião. Leve consigo uma provisão de alimentos que você sabe que seu filho não rejeita.
- A OMS chama a atenção para a necessidade de a criança completar o plano de vacinação de rotina antes de viajar.
- A movimentação do avião pode causar vertigens, náuseas e até vômito. “Por isso, consulte um pediatra antes de ir e, se for o caso, cerca de 40 minutos antes de embarcar, medique seu pequeno de acordo com as recomendações dele”, alerta a pediatra Raquel Quiles.
- Outro incomodo comum é a dor de ouvido, principalmente nos menores de dois anos. Para isso, o médico Ricardo de Castro sugere: “Ofereça líquidos enquanto o avião está sob pressurização. Assim, os ouvidos não tencionam tanto e doem menos”.
- Pode subir no avião com mamadeira e papinhas na bagagem de mão,, costuma fazer em casa, apenas com as quantidades que serão utilizadas durante seu vôo. Portanto, calcule o quanto vai usar antes de sair de casa. Não se esqueça de que, de acordo com a Anac, os alimentos devem ser apresentados no momento da inspeção, ou seja, na hora do raios-X da mala de mão.
- Com respeito a viajar com recém-nascido, As companhias aéreas aceitam transportá-los apenas quando têm mais de 7 dias de vida. Porém a recomendação médica é outra: “É ideal ter mais de 28 dias. Antes disso, ele é considerado neonatal e pode haver a necessidade de retorno ao hospital por alguma complicação”, explica o pediatra Ricardo de Castro, de Minas Gerais.
- Em um vôo doméstico é necessário que você esteja com o documento de identidade ou a certidão de nascimento do pequeno. Lembre-se de que, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, menores de 12 anos precisam estar acompanhados de, pelo menos, um dos pais ou parentes maiores de 18 anos. Caso contrário, você precisará fazer uma autorização judicial (com firma reconhecida) para que ele embarque com outro acompanhante.
- Em um vôo internacional, a criança precisará ter um passaporte. Mas fique atenta à data de validade dele, pois a de crianças menores de 5 anos é menor do que a de adultos. Também será preciso conseguir um visto caso o país de destino exija. E, se seu filho for embarcar apenas com você, é preciso levar uma autorização por escrito do pai com firma reconhecida. O modelo da carta pode ser encontrado no site do Tribunal de Justiça.
- Algumas aeronaves possuem fraldários. Troque seu bebê antes de embarcar, no próprio aeroporto (a maioria tem fraldário, junto ao banheiro). Se precisar fazer isso no avião, chame a comissária de bordo e pergunte se tem algum lugar onde você possa ficar mais à vontade com o bebê. Mas atenção: não pule a troca de fraldas, pois isso pode causar desconforto e até assaduras graves.
- De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), os menores de dois anos de idade poderão ter seu transporte cobrado, mas o valor não pode ultrapassar 10% da tarifa paga pelo adulto, desde que não ocupem um assento. Já os pequenos com mais de dois anos deverão ocupar assento e, conseqüentemente, pagam a tarifa (ou uma parte dela) definida pela companhia aérea. O desconto pode chegar a 50%. As taxas de embarque são isentas apenas para menores de dois anos, segundo norma da Infraero. Os mais velhos podem ou não ganhar descontos, que seguem critérios conforme a companhia.
- Segundo a Anac, crianças de até 12 anos, de colo ou não, são consideradas passageiros com necessidades especiais e têm preferência no embarque, no check-in e nos assentos diferenciados, como os das primeiras fileiras. Isso vale também se você estiver amamentando. Mas é preciso avisar a companhia no ato da compra ou depois, pelo SAC, com 48 horas de antecedência. Para o check-in, mesmo tendo atendimento preferencial, você ainda deverá respeitar o horário de chegada pedido pela empresa, que geralmente é de uma hora para vôos domésticos e duas para internacionais.
- “Durante a viagem, podem acontecer algumas intercorrências e ser necessário checar a vacinação”, avisa a pediatra Raquel Quiles. A carteirinha também é útil em caso de doença no local de destino. “Nesse caso, o médico do pronto-atendimento verificará o cartão e tomará as medidas necessárias”, acrescenta o pediatra Ricardo de Castro.
- De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina contra a febre amarela deve ser dada antes de ir para a maioria dos estados brasileiros (AP, TO, MA, MT, MS, RO, AC, RR, AM, PA, GO e DF, estados considerados endêmicos; PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS, estados da área de transição; e alguns municípios de BA, ES e MG, considerados de risco potencial) . Segundo o pediatra Ricardo de Castro, de Minas Gerais, essa vacina é dada sempre aos 9 meses de idade e repetida a cada dez anos. “Faz parte do calendário oficial da Sociedade Brasileira de Pediatria”, garante. Agora, se seu filho tem menos de 9 meses, saiba que não é recomendado antecipar a vacina. “Nesse caso, seria melhor não ir”, diz a pediatra Raquel Quiles.
- Para evitar dores de ouvido ou infecções, Sylvio Monteiro explica que a lavagem do nariz é um grande aliado. “Com a pressão, a secreção que está na garganta pode subir pela trompa de Eustáquio, que é o canal que liga nariz e ouvido à garganta. A criança sente dores na hora e depois surge a infecção. A limpeza deve ser feita no mesmo dia, antes da viagem”, ensina o pediatra. Segundo informações da ANAC, as dores no ouvido ocorrem na fase do pouso. “Para alívio desse sintoma, recomenda-se que a criança mame no peito ou na mamadeira, chupe chupeta ou beba água no copo”, diz a Cartilha de Medicina Aeroespacial do Conselho Federal de Medicina e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
- De acordo com a ANAC, a entrada de medicamentos em outros países poderá sofrer fiscalização sanitária. Portanto, leve na bagagem de mão somente o que for necessário para ser usado no período da viagem, sempre com prescrição médica com o nome do paciente e na embalagem original para melhor identificação na hora da inspeção. O que for sobressalente, leve na mala despachada.
- “A criança doente não viaja, a não ser para ir ao hospital. Um resfriado tudo bem, mas isso pode evoluir para uma otite durante o vôo por causa da pressão. No alto, a pressurização muda e quanto menor a pessoa, menos oxigênio ela tem. Essa situação também pode diminuir a imunidade, facilitando a entrada de outras doenças ou piora do quadro”, afirma Sylvio Monteiro.


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